14 maio 2010

Da pintura como carne



Aberta a temporada de arte! Pelo menos para mim, que estava num jejum silencioso e triste, há muito tempo. Para começo de conversa, nada melhor do que pintura. Vi tantas que vou colocar aos pouquinhos, para me deliciar com vocês...

Escrevi um artigo sobre a mostra em homenagem a Lucian Freud, no cento Georges Pompidou. Constatei(mais uma vez) minha paixão pela pintura.

A homenagem se deve à força de suas obras que, em sua maioria, mostram a visão extremamente crua do corpo, resultado da relação que Freud estabelece com seus modelos. Entre atração e repulsa, sem lugar para a indiferença, somos levados a contemplar os corpos pesados, disformes, em posturas relaxadas, tomados pelo torpor, que se entregam em toda liberdade ao artista.

O retrato é seu gênero de predileção: “eu gostaria de que meus retratos fossem as pessoas e não parecidos com elas”.





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